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terça-feira, 7 de maio de 2019

SIM! STF Pode Legislar



O Supremo Tribunal Federal ultimamente está sendo alvo de inúmeras polêmicas, e não é por menos, ainda mais depois do caso das lagostas, fatos estes que devem ser duramente criticados no entanto, a instituição em si deve ser fortalecida. 
Sim, deve ser destacada a importância fundamental do STF, como garantidor de direitos fundamentais e protetor da Constituição Federal, em um Estado Democrático de Direito. Ao tecermos críticas devemos ter cuidado com as soluções propostas, algumas podem sair pior que a encomenda, como aquela do um cabo e um soldado. 
Mas este artigo não pretende criticar lagostas, mas sim, trazer uma reflexão sobre a atuação constitucional do STF, afinal, quando o Supremo está envolto em temas polêmicos, tal como aborto encefálico, descriminalização de drogas, união homoafetiva, muitos alegam uma suposta usurpação do poder legislativo. 
E até certo ponto dou razão os críticos, pois dentro da lógica democrática há de se respeitar a separação de poderes, devendo cada deste ter sua atuação bem delimitada, não podendo o judiciário fazer as vezes de legislador, sob pena de ser anti-democrático. 
No entanto, o caso merece mais atenção, principalmente tendo uma visão pragmática, que considero vital em qualquer discussão política, é o famoso e se..., em verdade, destaca-se o impacto diário que esta intervenção judiciário representa para milhões de pessoas, muitas em situação de exclusão social, diante da omissão legislativa, assim, nesta ótica o STF age onde o legislador, por várias razões entre elas preconceito, prefere se fazer de cego. 
Vamos além, o STF ao inovar o ordenamento jurídico, ao garantir um direito, a criar uma obrigação, não está na verdade "legislando", não está criando lei "nova", mas sim, fazendo valer parte já existente do ordenamento jurídico, ora a parte mais importante, a CONSTITUIÇÃO. A carta maior garantidora de direitos. 
É o STF o instrumento prático da Constituição, de forma que se algum direito teve regulamentação, ou está sendo violado é este o recurso para salvaguardar a validade prática dos direitos fundamentais, de modo que não se trata de "legislar", mas sim, o acesso de direitos fundamentais à população. 
Ainda, sob outro ponto de vista, um dos seus deveres é interpretar a Constituição, não somente de forma gramatical simplesmente, mas propriamente ao espírito principiológico do texto constitucional, aplicando os princípios constitucionais à realidade local e atual, tendo em conta o contexto plural da nossa sociedade pós-modernista. 
Para concluir, na intenção de reformar o STF devemos considerar antes de tudo a sua função e impacto perante a sociedade, podemos, claro, discutir modelos mais democráticos de sua composição, mas sempre tendo como compromisso o respeito à dignidade humana e a pluralidade, mas isso já é assunto para outro texto. 


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P.S: sobre novos modelos para o Supremo, ler o livro Democracia Pura, de José Vasconcelos. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A Luta do Progresso Humano através do Caos



Nas discussões jurídicas não é raro evocar-se a ordem ao discurso, principalmente quando em temas como: garantismo jurídico, Estado de Direito, constitucionalismo. É a famosa ordem social, o motivo da existência do Estado se resume em manter a ordem, pelo menos na doutrina clássica da Teoria Geral do Estado. 

E de fato, o objetivo deste texto não é questionar a validade da ordem para o sistema de garantia de direitos que contextualiza a função do Estado, para que a vida em civilização ser possível é necessário uma certa ordem, o que compreende a proteção efetiva dos direitos humanos, o respeito à lei, à hierarquia social etc. 

Tendo um ponto de início na doutrina de Kelsen e ambientado em todo o processo de evolução do Estado e dos direitos humanos, este artigo tem como norte ressaltar a importância do caos tanto para a ciência jurídica como para todos aspectos e searas da humanidade. 

Mas primeiro, permita-me definir o que se entende por CAOS, neste texto.

Tal como o vento provoca ondulações em uma lago, onde as águas estavam "paradas" ou em sentido contrário, o CAOS é um fator de mudança, ou a própria mudança considerada em si mesma. É o que permite ir do ponto "A" ao "B".
Em resumo, trata-se uma palavra que se relaciona com todos os tipos de processos de revoluções, sejam estas sociais, jurídicas, científicas, capitalistas etc. O CAOS é a quebra do paradigma, é o que permite a superação de estado normativo vigente para o florescimento de uma nova era. 

Como por exemplo, a revolução francesa, a luta pela independência, a revogação da escravidão, o republicanismo, a teoria da relatividade, as guerras mundiais, a expansão do império romano, mudanças climáticas etc. 

É bom ressaltar que não necessariamente uma comunidade em que o caos atuou irá progredir e avançar na garantia de direitos humanos, é simplesmente a mudança da situação, ocorrendo a alteração de uma realidade para outra, ou ainda o caos pode apresentar efeitos positivos e negativos muito tempo depois de sua ocorrência, como foi o caso da revolução francesa e das guerras mundiais. 

Então qual é o valor jurídico do caos?


Como já ressaltado na parte introdutória a ordem permitiu a sobrevivência humana até o presente humano, mas nem tudo são flores na ORDEM. 

Isto porque ordem e paz não são sinônimo!! Nem sempre onde existe ordem há paz, a ordem é simplesmente a manutenção de um sistema jurídico de submissão do administrado perante o administrador, entre vassalo e soberano, no holocausto havia ordem, mas direitos humanos foram violados da forma mais cruel possível.

Até porque a ação do Estado pressupõe uma repressão, que pode ser mais leve ou mais pesada mas sempre repressiva, é a a submissão da vontade de um, ou de poucos, sobre os demais. Tudo bem que a vida em sociedade, pelo menos por ora, é impraticável sem a interferência do poder político do Estado, sendo, portanto, um remédio amargo.

Certamente que este é um remédio que de forma progressiva e gradual vem perdendo seu amargor na medida que os direitos humanos são garantidos, mas a verdade é que a superação do atual estado de direito não se dará pela mão da ordem, mas sim, pela ação do caos, e do caos alcançar uma nova ordem. 

Assim, existe um círculo eterno entre caos e ordem, esta dicotomia que de forma oposta se completa, ambos são necessários, e até mesmo de forma simultânea.

E isto não é a vontade de uma revolução sanguinária e violenta, é necessário retirar esta características etimológica da palavra, apenas se referindo ao caos como um comportamento de questionamento, de inovação, de provocação e de oposição, afinal nós, como seres pensantes, devemos sempre buscar o melhoramento de todas as coisas, a perseguição do ideal. 

Deste modo, devemos repensar o direito, o Estado, as relações sociais, a ciência política, a democracia, há muito a que avançar, e principalmente se queremos superar o atual paradigma devemos ensinar em nossas faculdades não apenas o atual estado da ciência mas igualmente como superá-lo.



Deixe sua opinião nos comentários: Qual é o futuro do Direito?

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Raízes do Populismo - A Política do Aproveitador

Seguindo a linha de pensamento que foi trabalhada no artigo Raízes do Autoritarismo - Política do Medo, hoje vamos abordar mais uma modalidade de corrupção política, isto é, um meio do qual os políticos utilizam para enganar o povo afastando-se do interesse comum para atender os próprios interesses.

Vamos observar o que é o populismo, qual é a vantagem para os políticos degenerados, os seus malefícios para a sociedade e por fim, vamos nos vacinar contra ele.


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Manual Revolucionário: Calmaria em Águas Revoltas


Esse é o terceiro texto que fazemos aqui no Ágora em nosso acompanhamento da paralisação, leia os artigos anteriores:

Greve dos Caminhoneiros e Estado Abusivo
O Que Levou a Crise dos Combustíveis?


Os acontecimentos recentes neste país estão sendo tumultuosos e não há sinais de fim das manifestações, ainda há alguns protestos e reflexos por todo Brasil. 

A paralisação dos caminhoneiros contou com grande apoio popular, muitos foram à rua manifestar seu descontentamento com o governo. 

Praticamente choveu, como nunca antes, manifestações políticas nas redes sociais e correntes de whatsapp. 

Uma coisa é certa, o povo está cansado de corrupção e o descaso que os governantes possuem com a população. Saúde, Educação, Segurança, tudo é precário. Mas a dúvida que fica é: O QUE FAZER PARA MUDAR ESSA SITUAÇÃO?

Como povo, chegamos em um nível que criamos consciência política suficiente para entender que o poder pertence ao povo e que governantes são meros representantes, devendo satisfação ao atender o interesse público. 

Vamos juntos fazer uma análise deste processo político de revolução e analisar as melhores ações para o futuro do Brasil e do brasileiro? 


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Greve dos Caminhoneiros e Estado Abusivo

 Artigo por João Probst 
Editor do Ágora do Pensamento

Para o texto desta semana eu pretendia falar de outro assunto, porém, a situação política atual praticamente me obrigam a falar sobre o assunto, e há muita coisa a ser dita.

O assunto de hoje é o aumento do preço da gasolina e a greve geral.

Gostaria de falar um pouco sobre a sociedade e o Estado brasileiro, e como há muita coisa errada. 

Fiz alguns comentários sobre este momento delicado vivido por todos.

Vamos lá. 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Elefante Branco - Por que o Estado Brasileiro é Ineficiente?


Se liga este artigo é #guestpost
 O MECANISMO

- Por que o Estado brasileiro é ineficiente? Por que ele falha em assegurar as necessidades mais básicas do ser humano?

Nosso escritor convidado, Thiago Montibeller, nos ilustra com uma reflexão sobre estas perguntas.

Por que o Estado tem que se limitar a oferecer somente educação, saúde e segurança e deixar o resto com a iniciativa privada?

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Democracia Pura no Mundo Moderno


Essa é a segunda parte do Artigo "Por que Não Vivemos em uma Democracia". 

Conforme já foi dito no texto anterior, a humanidade somente conheceu a Democracia em sua melhor forma, isto é DIRETA/PURA sem a mediação de políticos eleitos, nas primeiras sociedades, que eram simples e pouco numerosas, no máximo cerca de 100 indivíduos.  

Estas civilizações, localizadas principalmente na Mesopotâmia mas também encontros povos em condições semelhantes nas Américas, Oceania e ilhas do Pacífico, tinham como característica a existência de igualdade entre seus membros, não somente financeira, como também o poder de decisão. 

Não havia, inicialmente chefes ou líderes, nem diferenças sociais, todos tinham o direito de participar nas decisões importantes da comunidade, cada um colaborando com o seu conhecimento específico. No entanto, logo a DEMOCRACIA DIRETA desapareceu, surgindo a desigualdade e o povo perdeu o direito de participar ativamente da política. 


A história da democracia, mais detalhes sobre a DEMOCRACIA PURA, seu surgimento, desaparecimento e as mudanças que o poder político sofreu você encontra na primeira parte deste texto, disponível neste link: DEMOCRACIA PURA - PARTE 1

A democracia pura, na opinião deste que ora escreve, é um modelo melhor em comparação ao que atualmente existe na maioria dos países democráticos, que é a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, sonha-se com a aplicação adaptada da democracia pura nos dias atuais, passa-se agora, então, a explicar-se como tal modelo funcionaria, confessa-se que não é uma meta fácil, mas é nossa função, como idealistas, almejar coisas difíceis. 

As propostas agora feitas tem como base o livro DEMOCRACIA PURA, de autoria de José Vasconcelos, conheça o movimento: DEMOCRACIA PURA. 


O primeiro ponto a ficar claro é que democracia não implica necessariamente na existência de processo eleitoral, há ditaduras com eleições como por exemplo Venezuela, e poderia muito bem existir democracias sem eleições. 

A real democracia teria como base três condições essenciais: 
  1.  Convocação do povo à participação e exercício pleno do poder decisório; 
  2.  Alternância absoluta nos poderes e cargos de chefias públicas; 
  3.  Igualdade absoluta na possibilidade de ocupar cargos/funções do poder decisivo.
J. Vasconcelos expõe que em substituição à eleição poderia serem utilizados sistemas como: auto-habilitação; sorteio; graduação; concursos, ou ainda, sistema conjugado (que é a aplicação conjunta de todos os sistemas anteriores. 

A democracia pura funcionaria com o auxílio inseparável da tecnologia, as decisões poderiam ser feitas, ou a opinião popular consultada, por meio de portais eletrônicos onde cada cidadão teria seu login e senha. A participação popular poderia ocorrer tanto por Assembleia Geral como por meio de comissões temáticas. 

Ao contrário do voto, a participação popular não seria obrigatória, sendo totalmente opcional ao cidadão escolher se quer ou não participar do procedimento político, o que torna este muito mais producente, pois, somente participariam aqueles que estão de fato interessados, acabando com o fenômeno de votar por votar. 

O cidadão ao auto-habilitar, por meio da internet, poderia participar ativamente da vida política da sociedade, seja em nível municipal, estadual ou federal, como por exemplo, integrar comissões temáticas, conselhos, decidir sobre uma variedade de e assuntos. 

A democracia pura não implica necessariamente na inexistência de mandatos políticos, presidentes, governadores, deputados etc, não há de se confundir com a anarquia ou comunismo, o Estado e o Capitalismo ainda existiriam, no entanto, o povo tem um maior poder de decisão, sendo que os cargos públicos teriam muito mais rotatividades entre os cidadãos. 

Poderia ainda ser formado um LICEU DA NAÇÃO oferecido pelo Estado para aqueles que desejem preparar-se para exercer cargos públicos, assim, os cidadãos que desejam participar da política passariam por cursos avançados até se tornarem aptos, assim os cargos seriam ocupados pelos mais preparados.

Você pode gostar destes artigos:

O Estado deve fornecer remédios de forma gratuita?
Somos Todos Corruptos?

Fala em SHP (Sistema de Habilitação e Pontuação) com o fim de evitar-se a demagogia, isto é, para que os cidadãos não sejam facilmente influenciados por pessoas que não tenham o interesse comum como primeira prioridade. 

Mas o que é Sistema de Habilitação e Pontuação? 

É o meio pelo qual os cidadãos podem decidir racionalmente sobre os assuntos ou escolhas de pessoas, baseando-se numa referência matemática. O processo se concentra em uma tabela com descrição de detalhes do assunto em seus aspectos positivo e negativos, apurados dos comentários, debates, e discussões, os quais são valorizados pelos cidadãos. (VASCONCELOS, J. Democracia Pura, 2015, p. 181).

A comunidade, portanto, é convocada para decidir sobre determinado tema, os métodos podem variar, mas o ideal é que haja um amplo debate de livre participação e estudos sérios, assim, não ocorre uma mera escolha por um simples dever, mas uma tomada de decisão madura e consciência, pautada na razão crítica e na técnica. 

Outra vantagem do SHP é que com ele a pessoa que vota fica livre de "vícios" pessoais, ou seja, elimina as chances desta decidir tendo como base, mesmo que de forma inconsciente, critérios pessoas como crenças internas ou fatores estéticos e emotivos. Pode ser considerada uma evolução do instituto do plebiscito. 


Neste artigo foi exposto um pouco sobre  o que seria a DEMOCRACIA PURA e como ela funcionaria na prática, porém por ser um tema demasiadamente complexo é importante, para a melhor compreensão, ler direto da fonte, o livro pode ser solicitado no site: http://www.democraciapura.com.br/, que será enviado de forma gratuita ao seu endereço. 

Por favor, participe da discussão nos comentários, estou ciente de que existem pontos a serem debatidos. 

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domingo, 28 de janeiro de 2018

Por que Não Vivemos em Uma Democracia


Nos redutos dos grupos de facebook, voltados à política e à filosofia, muito critica-se a Democracia, alguns até elogiando a Ditadura. Fundamentam que a Democracia não seria o melhor regime, que a corrupção e a crise político-econômica seria, nesta, de ocorrência muito comum. 

Confesso que até faz um pouco de sentido, em uma vista superficial, por exemplo, quando falam que o povo seria incapaz de tomar boas decisões por si só, por haver um alto nível de divergência de opiniões e a falta de conhecimento técnico, assim, até é coerente tal argumento, sendo por esta lógica preferível um governo aristocrático, isto é, um governo dos melhores, como previa Sócrates. 

No entanto, quando conciliamos a teoria com a realidade tal discurso não mantém sua lógica intacta, essa falácia vai ser abordada a seguir, mas primeiro, vejamos. O que é de fato Democracia? 

Será tratado também sua origem e suas diversas formas (a saber: DEMOCRACIA PURA E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA).

Partiu? 

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sempre uma Lâmpada Acessa - O que é uma Democracia?

Trago mais uma contribuição do Raoni, do Canal Infigo Philosophiae, continuando sua série sobre o mestre Sócrates, nos traz belos questionamentos: O que é a Democracia? Quem deve controlar o Estado? Os números realmente contam na Democracia?

Confira a série completa: 

Veja as respostas para essas perguntas, agora neste vídeo curto de 2 minutos: 

                                            

                                                                                     
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sábado, 28 de outubro de 2017

O que é a arte? ou Porquê a Nudez é um Tabu


A arte sempre acompanhou o homem, desde a era rupestre o indivíduo sente a necessidade de modificar o meio do qual vive, de deixar sua marca no mundo, ou ainda representar a realidade da forma que enxerga.

É claro que conforme a humanidade evoluiu, a arte se desenvolveu e amadureceu, sofrendo diversas transformações ao longo da história. Na era contemporânea, a prática da arte pode ser vista em diversas modalidades, sendo inúmeras as técnicas e diversos os espaços utilizados. 

O que se conveniou chamar de democratização da arte, isto é, a possibilidade de qualquer um ser artista e ter acesso à arte, causou alguns questionamentos, que inclusive está bem em voga atualmente, portanto, este artigo tem como objetivo tentar responder a seguinte pergunta: O Que é Arte? 

Não será uma tarefa fácil. Mas é justamente este fator que a torna interessante.

A arte já foi tema de texto anterior:

Pixo: Vandalismo ou arte? 
Platão e a Crítica à Música Contemporânea 

Recentes exposições, como a QUEERMUSEU, promovida pelo Santander, e o MAM, jogaram lenha na fogueira, alcançando inimigos e defensores. Diversos são os questionamentos: Deve haver limites para a arte? A arte deve ser bela? A arte existe como forma de protesto? Toda nudez deve ser castigada? Por que a nudez choca tanto?

Longe de mim querer apagar esse fogo, pelo contrário, acredito que toda discussão é válida, inclusive aprendo muito com aqueles de opinião contrária, as vezes até mudo de opinião, afinal, como já disse o mestre Raul Seixas: eu sou uma metamorfose ambulante.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Comportamento humano e a Sociedade

  Este artigo foi atualizado em: 23 de outubro de 2017. 

Para a estreia da Ágora do Pensamento escreverei sobre um tema de muito valor, a natureza humana e seu comportamento animal, com foco na interação do indivíduo com a sociedade e o impacto na geração de violência.

  Primeiro há de ser discutido o que é a natureza humana, segue diversos pontos de vista sobre o assunto:

  Platão tem uma visão dualista do homem.

 Para ele seriamos composto de duas substâncias: o corpo, uma substância material e a alma ou mente, entidade não-material. Apesar de ser um animal racional tem o inconsciente grande papel no comportamento humano.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

#5 Comentando Notícias: Candidatura sem Partido


Esta quinta edição do comentando notícias apresenta um tema quente que ainda vai render muito assunto no cenário político nacional, trata-se da possibilidade de candidatura para cargos políticos por meio de eleição de pessoas não filiadas à nenhum partido político.

Leia as notícias para se inteirar do assunto:

Advogado vai ao STF para Defender Candidatura sem Partido
STF Deve Decidir sobre Candidatura sem Partido
PEC da Candidatura sem Partido
PEC 350/2017
 

Confira a série completa:

#1 Comentando Notícias: Caso Goleiro Bruno
# 2 Comentando Notícias: Tatuador x Menor Infrator
# 3 Comentando Notícias: É Certo Homem Pagar Mais Caro?
#4 Comentando Notícias: Direito de Morrer


O advogado Rodrigo Sobrosa Mezzomo que tentou concorrer, ano passado, sem partido à Prefeitura do Rio de Janeiro teve sua candidatura barrada, pois, atualmente em nosso ordenamento jurídico pátrio entende-se a filiação partidária como requisito necessário para a candidatura eleitoral.

No entanto, o advogado alega que o país viola o tratado de San José da Costa Rica e a Convenção Americana de Direitos Humanos, estes que por tratar de direitos humanos tem valor de emenda constitucional, no qual não está prevista a vinculação partidária como requisito para a candidatura.

Mezzomo, ainda, recorreu à OEA (Organização dos Estado Americanos) contra a proibição da candidatura sem partido, fazendo referência ainda a princípios como o da soberania popular, da dignidade humana e do


Sem dúvidas que o assunto irá repercutir.

 
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