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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Oceano da Informação - Impactos da tecnologia na era da informação



Este artigo é a "versão estendida" de um artigo publicado originalmente na coluna do leitor no jornal Santa de título "A Era da (Des)Informação" onde discorro sobre a grande dificuldade da era moderna em oposição ao século passado. 

Disponível aqui.

Enquanto no século passado a problemática era justamente a falta de informação, sem uma tecnologia capaz de unir os cantos mais longínquos a notícia literalmente levava um tempo considerável para alcançar seu público. A situação teve uma leve melhora com a chegada do rádio, da televisão e da expansão do jornal impresso. 

Então, a internet mudou para sempre os meios de comunicação, a notícia se tornou imediata, a divulgação de um fato somente depende um clique e alcançará milhões de pessoas do mundo inteiro.

Mas, paradoxalmente na era atual não estamos melhores informados do que antes, ou ao menos não como gostaríamos, isto porque se antes o problema era a falta de informação agora enfrentamos a dificuldade do excesso. 


terça-feira, 7 de maio de 2019

SIM! STF Pode Legislar



O Supremo Tribunal Federal ultimamente está sendo alvo de inúmeras polêmicas, e não é por menos, ainda mais depois do caso das lagostas, fatos estes que devem ser duramente criticados no entanto, a instituição em si deve ser fortalecida. 
Sim, deve ser destacada a importância fundamental do STF, como garantidor de direitos fundamentais e protetor da Constituição Federal, em um Estado Democrático de Direito. Ao tecermos críticas devemos ter cuidado com as soluções propostas, algumas podem sair pior que a encomenda, como aquela do um cabo e um soldado. 
Mas este artigo não pretende criticar lagostas, mas sim, trazer uma reflexão sobre a atuação constitucional do STF, afinal, quando o Supremo está envolto em temas polêmicos, tal como aborto encefálico, descriminalização de drogas, união homoafetiva, muitos alegam uma suposta usurpação do poder legislativo. 
E até certo ponto dou razão os críticos, pois dentro da lógica democrática há de se respeitar a separação de poderes, devendo cada deste ter sua atuação bem delimitada, não podendo o judiciário fazer as vezes de legislador, sob pena de ser anti-democrático. 
No entanto, o caso merece mais atenção, principalmente tendo uma visão pragmática, que considero vital em qualquer discussão política, é o famoso e se..., em verdade, destaca-se o impacto diário que esta intervenção judiciário representa para milhões de pessoas, muitas em situação de exclusão social, diante da omissão legislativa, assim, nesta ótica o STF age onde o legislador, por várias razões entre elas preconceito, prefere se fazer de cego. 
Vamos além, o STF ao inovar o ordenamento jurídico, ao garantir um direito, a criar uma obrigação, não está na verdade "legislando", não está criando lei "nova", mas sim, fazendo valer parte já existente do ordenamento jurídico, ora a parte mais importante, a CONSTITUIÇÃO. A carta maior garantidora de direitos. 
É o STF o instrumento prático da Constituição, de forma que se algum direito teve regulamentação, ou está sendo violado é este o recurso para salvaguardar a validade prática dos direitos fundamentais, de modo que não se trata de "legislar", mas sim, o acesso de direitos fundamentais à população. 
Ainda, sob outro ponto de vista, um dos seus deveres é interpretar a Constituição, não somente de forma gramatical simplesmente, mas propriamente ao espírito principiológico do texto constitucional, aplicando os princípios constitucionais à realidade local e atual, tendo em conta o contexto plural da nossa sociedade pós-modernista. 
Para concluir, na intenção de reformar o STF devemos considerar antes de tudo a sua função e impacto perante a sociedade, podemos, claro, discutir modelos mais democráticos de sua composição, mas sempre tendo como compromisso o respeito à dignidade humana e a pluralidade, mas isso já é assunto para outro texto. 


Deixe sua opinião nos comentários, compartilhe nas redes sociais!
P.S: sobre novos modelos para o Supremo, ler o livro Democracia Pura, de José Vasconcelos. 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A Religião está Morrendo - Sentiremos Falta?


Engana-se quem crê que poderia existir uma realidade onde nunca existiu a religião. 

Isto se dá por uma razão muito simples. 

A existência da religião é fruto da condição humana, o homem pela sua curiosidade e eterna necessidade em solucionar mistérios e desvendar fenômenos naturais sempre criou hipóteses. A capacidade de pensar racionalmente é o que nos difere do resto dos animais. 

Então para cada fato na natureza o homem desenvolvia uma explicação, nem sempre certo ou assertiva, e mais a humanidade sempre buscou um valor cósmico para a sua existência, e não é para menos, afinal diante da complexidade do corpo humano e da natureza em geral é fácil imaginar que o homem primitivo não acharia outra resposta senão no divino. 

Uma tempestade era Thor com raiva das ações humanas, o deslocamento do sol era Apolo em sua carruagem, uma solteira grávida era Zeus que a encantou visitando a terra em forma de pombo ( o mito do boto responde igualmente), a chegada do Inverno era Perséfone descendo ao submundo junto a Hades. 

Os exemplos são vastos, cada sociedade criava seus mitos para explicar a vida. 

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MITOLOGIA E RELIGIÃO? 



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Vícios: Adicione a Lixeira




VÍCIO é uma espécie de hábito que traz problemas físicos e/ou psicológicos ao praticante e ainda a abstinência pode acarretar problemas tão graves quanto o uso. Além disso, dependendo do contexto, as pessoas a sua volta também podem ser prejudicadas.
Existem vários tipos de vícios: substancias químicas, jogos de azar, aparelhos tecnológicos, dependência sexual, adrenalina e outros.

As pessoas que são viciadas em algo, almejam a sensação de bem estar; alívio; relaxamento e etc. Os principais indicadores de uma pessoa viciada seria, a busca pelo vício e seu aumento gradativo constantes e/ou o comportamento do indivíduo na ausência de seu consumo (ex.: o descontrole, inquietude, ansiedade). O vício tem como base fundamental: o prazer.


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Como Acabar com o Ciclo de Ódio?

 O mundo está cada dia mais violento, o cotidiano, não só no Brasil, cada vez mais caótico. 

 E não é só no âmbito criminal que a situação vem piorando, não! 

Grosserias e falta de educação no mundo moderno tornaram parte do dia a dia de muitos, ou melhor, de quase todos.

Na internet surgiu até a expressão haters.

Ainda mais em época de eleição. 

Seja em casa, na escola/faculdade, no trabalho ou em qualquer outro lugar é comum se deparar com uma situação de estresse provocada por uma grosseria. 

Está cansado desta realidade? Todo este ar de inimizade lhe deixa doente? Seu trabalho é estressante, lida com pessoas aborrecidas? 


Queremos um mais amável e tranquilo, menos estressante e doente, certo?

Mas, 

Você sabe o que fazer para acabar com o CICLO DE ÓDIO? 


Este artigo trará o que cada um de nós, como pessoas e cidadãos conscientes, podemos fazer para merecer um mundo melhor. 


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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O Homem é Naturalmente um Ser Egoísta? Será ?



Para alguns filósofos pessimistas, tal como Schopenhauer, o homem seria, naturalmente, egoísta, e isto, segundo estes, se deu como fruto da evolução humana, tanto biológica como histórica, citam a teoria de Darwin como argumento para tal teoria, pois a seleção natural exigiria ampla competição pela sobrevivência, de modo que o homem competiu pelo posto de indivíduo melhor preparado.  

Em fundamento semelhante, críticos do capitalismo afirmam que este sistema político-econômico foi construído tendo como base o egoísmo, pois o lucro de um depende do prejuízo de outro, para estes, quando um país progride significa, necessariamente que outro será prejudicado. 

Será mesmo? Você acha que o homem é egoísta em sua essência? Vamos filosofar? 
Me permita desconstruir este pensamento. 


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domingo, 28 de janeiro de 2018

Por que Não Vivemos em Uma Democracia


Nos redutos dos grupos de facebook, voltados à política e à filosofia, muito critica-se a Democracia, alguns até elogiando a Ditadura. Fundamentam que a Democracia não seria o melhor regime, que a corrupção e a crise político-econômica seria, nesta, de ocorrência muito comum. 

Confesso que até faz um pouco de sentido, em uma vista superficial, por exemplo, quando falam que o povo seria incapaz de tomar boas decisões por si só, por haver um alto nível de divergência de opiniões e a falta de conhecimento técnico, assim, até é coerente tal argumento, sendo por esta lógica preferível um governo aristocrático, isto é, um governo dos melhores, como previa Sócrates. 

No entanto, quando conciliamos a teoria com a realidade tal discurso não mantém sua lógica intacta, essa falácia vai ser abordada a seguir, mas primeiro, vejamos. O que é de fato Democracia? 

Será tratado também sua origem e suas diversas formas (a saber: DEMOCRACIA PURA E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA).

Partiu? 

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Paradoxo da Sustentabilidade: Poluição do Meio Ambiente


Há aquela famosa frase clichê - O Planeta é a nossa casa, cuide dele -  A preocupação com o meio ambiente é cada vez maior, mas de forma contraditória, a poluição também aumenta em igual proporção - ou até maior - Isto é um Paradoxo: 

O Paradoxo da Sustentabilidade!!


Todo mundo sabe que a poluição, o uso não racional dos bens naturais afeta o planeta como um todo, no entanto, poucas são as medidas realizadas para reverter o atual estado clínico do planeta, sim, o planeta está doente e nós, como seus habitantes, pouco fazemos para buscar a cura.

Comportamento é um tanto doentio, não é nada saudável e ordeiro conviver pacificamente com práticas que importem em prejuízos ao sistema ambiental como um todo, pois nós seres humanos fazemos parte deste sistema, fazemos parte do meio ambiente. É o que Edgar Morin, no livro Terra Pátria, tratou como Agonia Planetária. 

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A humanidade está imatura em relação à educação ambiental, não existe uma cooperação internacional eficiente o suficiente para superar a situação problemática, a crise ecológica, não há um regramento econômico em nível mundial, o que produz uma grande concorrência no mercado mundial acarretando especialização das economias locais ou nacionais.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Comportamento humano e a Sociedade

  Este artigo foi atualizado em: 23 de outubro de 2017. 

Para a estreia da Ágora do Pensamento escreverei sobre um tema de muito valor, a natureza humana e seu comportamento animal, com foco na interação do indivíduo com a sociedade e o impacto na geração de violência.

  Primeiro há de ser discutido o que é a natureza humana, segue diversos pontos de vista sobre o assunto:

  Platão tem uma visão dualista do homem.

 Para ele seriamos composto de duas substâncias: o corpo, uma substância material e a alma ou mente, entidade não-material. Apesar de ser um animal racional tem o inconsciente grande papel no comportamento humano.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

#5 Comentando Notícias: Candidatura sem Partido


Esta quinta edição do comentando notícias apresenta um tema quente que ainda vai render muito assunto no cenário político nacional, trata-se da possibilidade de candidatura para cargos políticos por meio de eleição de pessoas não filiadas à nenhum partido político.

Leia as notícias para se inteirar do assunto:

Advogado vai ao STF para Defender Candidatura sem Partido
STF Deve Decidir sobre Candidatura sem Partido
PEC da Candidatura sem Partido
PEC 350/2017
 

Confira a série completa:

#1 Comentando Notícias: Caso Goleiro Bruno
# 2 Comentando Notícias: Tatuador x Menor Infrator
# 3 Comentando Notícias: É Certo Homem Pagar Mais Caro?
#4 Comentando Notícias: Direito de Morrer


O advogado Rodrigo Sobrosa Mezzomo que tentou concorrer, ano passado, sem partido à Prefeitura do Rio de Janeiro teve sua candidatura barrada, pois, atualmente em nosso ordenamento jurídico pátrio entende-se a filiação partidária como requisito necessário para a candidatura eleitoral.

No entanto, o advogado alega que o país viola o tratado de San José da Costa Rica e a Convenção Americana de Direitos Humanos, estes que por tratar de direitos humanos tem valor de emenda constitucional, no qual não está prevista a vinculação partidária como requisito para a candidatura.

Mezzomo, ainda, recorreu à OEA (Organização dos Estado Americanos) contra a proibição da candidatura sem partido, fazendo referência ainda a princípios como o da soberania popular, da dignidade humana e do


Sem dúvidas que o assunto irá repercutir.

 
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Somos Todos Corruptos?


O texto de hoje começa com uma provocação. 

Somos todos corruptos? 


Essa é uma pergunta que mexe com o ego de cada indivíduo, afinal, ninguém ser equiparado à políticos ladrões e à escândalos de corrupção, parece que o problema sempre está no outro.

É um questionamento que leva à uma reflexão no íntimo de cada leitor, peço que, você que está lendo, reflita se faz ou já fez algo que pode ser considerado como corrupção. 

Dizer que todos somos corruptos, em primeira análise parece uma generalização, e isso tende a trazer informações equivocadas. Entretanto, como você lerá no decorrer deste texto, é uma frase que esconde muito conteúdo. 

Mas será que a crise política atual não encontra culpados fora do senado, da presidência e da câmara de deputados?


Me acompanhe nesta reflexão crítica sobre a sociedade brasileira. Vamos lá!

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Picho - Protesto ou Vandalismo?

















A filosofia nasce de uma dúvida, é o anseio de responder uma pergunta, de saciar a curiosidade. Em relação à pichação, eu sempre tive a vontade de descobrir o porquê desta prática. 
 "Por que as pessoas picham? "

Recentemente, com o Prefeito João Doria tomando a atitude de apagar grafites e pichações dos muros da cidade de São Paulo, o debate em relação ao tema tomou forças.

A pichação é odiada por muitos, para não dizer quase todos, a poluição visual gera revolta. Prédios, paredes e muros manchados com símbolos, ao que parece, sem nenhum significado relevante.

Afinal, o dono do muro vai ter que gastar com produto para tirar pichação. 

Mas quem picha, picha com algum motivo, age desta forma com alguma intenção. Esse texto tentará responder quais são esses motivos. Se é que há alguma explicação racional. 

A primeira explicação que vem a cabeça, é que fazem isso por instinto animal, o homem, desde os primórdios, marca território. O cachorro mija no poste, o Homem picha a parede?

Que é da natureza do Homem deixar sua marca no mundo isto é verdade. Agora, não sei dizer se o Homem trocou a parede da caverna pela parede do prédio, afinal, não sou antropólogo.




 Mas, há, claro, explicações menos teóricas e mais práticas para tal comportamento. Em minha pesquisa para este texto, me deparei com um artigo deveras curioso. Segue o link:

El País: Entrevista com Cripta Djan


Trata-se de uma entrevista de Cripta Djan, um defensor do pixo, um dos principais pichadores dos anos 2000, que inclusive expôs sua "arte" internacionalmente.

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

#2 Comentando Notícias: Tatuador x Menor Infrator

Comentando Notícias é a nova série do blog. Veja a primeira edição

#1 Comentando Notícias: Caso Bruno

Vamos a notícia desta edição!

Este é um tema amplamente discutido por todos em geral, principalmente nas redes sociais, portanto, não quero me prolongar, mas acredito que ainda há alguns pontos a serem ditos e que a discussão está longe de ver seu fim. 

Trata-se do caso do TATUADOR X MENOR INFRATOR, a opinião geral vem se muito acirrada, é fácil encontrar em discussão no Facebook, e afins, defensores para os dois lados.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Política de Concessão de Remédios versus O Combate ao Mercantilismo da Industria Farmacêutica



Nesta publicação tenho a intenção de discutir um assunto, quanto a concessão judicial ou não de medicamentos por parte do Estado. São várias as ações que requerem uma determinação judicial para obrigar que o Estado forneça remédios, que em sua maioria são de elevado valor, o que impossibilita o consumo por pessoas hipossuficientes. 

Discussão polêmica, típico problema do trolley, de Michael Sandel, onde o interlocutor deve escolher entre puxar uma alavanca salvando cinco pessoas de um trem, e não puxar, salvando uma pessoa. O conflito do problema mora no quesito da decisão, pois a pessoa, ao ser obrigada a tomar uma decisão, não tendo natureza heroica, sente-se assassina ao eliminar a vida de outro.